O fisioterapeuta frente à Lesão Medular

Quarta, 7 de Agosto de 2019

O fisioterapeuta frente à Lesão Medular

 

O fisioterapeuta frente à Lesão Medular

 

A lesão medular (LM) é uma grave síndrome incapacitante que gera uma deficiência física de grande impacto pessoal e social, podendo causar alterações motoras, sensitivas e autônomas. Acomete principalmente homens jovens e adultos e ocorre mais frequentemente por alguma injúria traumática devido a uma agressão mecânica a medula espinhal.

Ao longo dos anos, com o conhecimento mais aprofundado sobre a lesão na medula espinhal e seu tratamento, a expectativa de vida aumentou, mas continua sendo menor do que para os indivíduos sem LM. Os fatores que influenciam a expectativa de vida são a idade no momento da lesão, o nível e a extensão da lesão.

Para minimizar o máximo possível os impactos causados em uma pessoa com LM, a fisioterapia é de extrema importância para proporcionar o máximo de independência funcional e preparar o indivíduo a adaptar-se à essa nova condição.

Embora o quadro clínico varie de pessoa para pessoa, algumas características como perda ou diminuição da função motora e de sensibilidade, espasticidade, disfunção vesical e intestinal, são comuns. “O trabalho do fisioterapeuta é realizar uma boa avaliação para diagnosticar os principais déficits que o paciente apresenta e focar no maior ganho de independência possível dentro do quadro clínico apresentado”.

É o que afirma a fisioterapeuta especialista em Fisioterapia Neurofuncional e professora Roberta Pasqualucci Ronca que ministra o módulo de lesão medular no curso de pós-graduação em Fisioterapia Neurofuncional do Instituto Imparare | UNIP. Nas aulas, Roberta discute com os alunos a anatomia da medula espinhal, o local e função dos tratos e vias, os tipos de lesão medular, traumática e não traumática, lesões completas e incompletas, sua incidência e prevalência.

Segundo a professora, os alunos são orientados, através de teoria e prática, a como avaliar detalhadamente um paciente com lesão medular, de acordo com as diretrizes da Associação Norte Americana de Lesão Medular (American Spinal Injury Association - ASIA). Outros pontos importantes abordados são as capacidades funcionais que cada nível de lesão pode apresentar e as complicações decorrentes de uma lesão na medula. 

A abordagem fisioterapêutica também é discutida teoricamente, com apresentações de casos clínicos, fotos e vídeos de pacientes, e através de práticas entre os alunos sobre as atividades funcionais, como rolar, sentar, ortostatismo e a marcha. O aluno é orientado também quanto a utilização de órteses, tala extensora, andador, muleta canadense, manuseio de cadeira de rodas, bola suíça, entre outras situações.

Roberta destaca a importância de conhecer as diversas complicações que normalmente ocorrem após a lesão e que podem levar o indivíduo ao óbito, como úlceras por pressão, trombose venosa profunda, hipotensão postural, entre outras, para poder evitá-las. Outra abordagem fundamental, explica, é trabalhar junto com os familiares, informando-os sobre o quadro clínico, prognóstico e sempre orientando os mesmos.

 

Fonte e imagem: Imparare